Questões Classes Gramaticais - Português

Gabarito no final das questões.


Lista de 10 exercícios Classes Gramaticais - Português 


Questão 1
(FUVEST) Assinale a alternativa em que a correlação de tempos e modos verbais NÃO é adequada ao contexto.

a) Ainda aparecerá no Congresso alguém disposto a apresentar um projeto que fixe conseqüências para aqueles que enganem a sociedade.

b) Tudo leva a crer que nesses cruzamentos de culturas a situação das áreas coloniais apresente um convívio de extremos.

c) Não há dúvida de que, nos traumas sociais, os sujeitos da cultura popular sofrem abalos graves.

d) More alguém nos bairros pobres da periferia de uma cidade grande e verá no que resultou essa condição do migrante.

e) A sua condutora será de inconformismo e violência, até que um dia certas condições poderiam reconstituir sua vida familiar.








Questão 2 (FUVEST) "Galileu duvidou tanto de Aristóteles quanto das escrituras."
A mesma noção expressa pelo par sublinhado está também em:

a) A criança tanto chorou que a mãe comprou o brinquedo.

b) Quer você queira, quer não, partimos amanhã.

c) Não só o argumento é falso, como o discurso todo mente.

d) Ele apresentou de tal forma os fatos que convenceu a todos.

e) Ela mais bradou que verdadeiramente lutou contra a opinião pública.








Questão 3 (PUC-MG) PARA A QUESTÃO ABAIXO, LEIA OS TRECHOS A SEGUIR, RETIRADOS DE GRAMÁTICAS:

TRECHO A

Pronomes relativos são palavras que representam nomes já referidos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos.

[....]

Onde, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a em que: A casa onde moro (= em que) foi de meu avô.
(CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 20. ed. São Paulo: Nacional, 1979, p. 116-117)


TRECHO B
[....] Onde exprime estabilidade; o lugar em que [....]

Aonde indica movimento, lugar a que [....]

(ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa 21. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 301.)

Assinale a alternativa em que o uso do pronome em destaque possa ser exemplo da definição de PRONOME RELATIVO proposta por Cegalla, no trecho A.

a) Quero saber onde você guardou as lâminas.

b) Meu lema é: só amo quem me ama.

c) Todos sabem que ele não é feliz com a esposa há muitos anos.

d) Minha mãe me disse que aonde eu vou ninguém mais pode ir.

e) A mulher cuja lembrança me dói nem sabe que existo.









Questão 4 (PUC-PR) A arte extraviada de Santa Rosa seria a primeira a ganhar com a criação de um museu de arte na capital. O artista ­ nascido em 1909 na Paraíba e morto em 1956 durante viagem à Índia ­ foi famoso em meados do século quando sua pintura, seus desenhos e sua cenografia chacoalharam os padrões vigentes.
(ISTOÉ, 15.12.99, p. 120)
Considere estas afirmações, sem levar em conta a palavra no texto:

I - A palavra morto é particípio do verbo morrer.

II - A palavra morto é particípio do verbo matar.

III - O verbo morrer tem dois particípios, um dos quais aparece no texto.

É verdadeira:

a) apenas a afirmação I.

b) apenas a afirmação II.

c) cada uma das afirmações.

d) apenas a afirmação III.

e) nenhuma das afirmações.









Questão 5 (UFF) TEXTO I

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha


01 Muitos deles ou quase a maior parte dos que

02 andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos

03 beiços. E alguns, que andavam sem eles, tinham os

04 beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau,

05 que pareciam espelhos de borracha; outros traziam

06 três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois

07 nos cabos. Aí andavam outros, quartejados de cores,

08 a saber, metade deles da sua própria cor, e metade

09 de tintura preta, a modos de azulada; e outros

10 quartejados de escaques. Ali andavam entre eles três

11 ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com

12 cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e

13 suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão

14 limpas das cabeleiras que, de as muito bem

15 olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.

16 Esta terra, Senhor, me parece que da ponta

17 que mais contra o sul vimos até a outra ponta que

18 contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos

19 vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou

20 vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar,

21 nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas,

22 delas brancas; e a terra por cima toda chã e muito

23 cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é toda

24 praia parma, muito chã e muito formosa.

25 Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito

26 grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver

27 senão terra com arvoredos, que nos parecia muito

28 longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja

29 ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro;

30 nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons

31 ares, assim frios e temperados, como os de Entre

32 Douro e Minho, porque neste tempo de agora os

33 achávamos como os de lá.

34 Águas são muitas; infindas. E em tal

35 maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela

36 tudo, por bem das águas que tem .


Carta de Pero Vaz de Caminha in: PEREIRA, Paulo Roberto (org.)

Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda, 1999, p. 39-40.

Vocabulário:

1 -"espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha": associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro, para transportar água ou vinho, que recebia o nome de "espelho" por ser feita de madeira polida.

2 -"tintura preta, a modos de azulada" : é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo.

3 -"escaques": quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez.

4 -"parma": lisa como a palma da mão.

5 -"chã ": terreno plano, planície.

Assinale a opção em que a palavra sublinhada é um pronome pessoal.

a) "Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços." (linhas 1-3)

b) "E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados" (linhas 3-4)

c) "outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos." (linhas 5-7)

d) "assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho," (linhas 31-32)

e) "porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá." (linhas 32-33)









Questão 6 (UFPE) Após __________ o processo __________, sentiu-se __________ ao perceber que as __________ não poderiam ser atendidas na íntegra.

As palavras que completam o período acima estão corretamente grafadas em:


a) Analizar, minunciosamente, frustrado, reinvindicações;

b) Analisar, minuciosamente, frustrado, reivindicações;

c) Analisar, minunciosamente, frustado, reivindicações;

d) Analizar, minuciosamente, frustrado, reinvindicações;

e) Analizar, minunciosamente, frustrado, reivindicações;









Questão 7 (UFPB) O pronome lhe NÃO apresenta valor possessivo em:

a) "... junto com as vontades que lhe fazia o padrinho,..."

b) "Achava ele um prazer suavíssimo em desobedecer a tudo quanto se lhe ordenava;..."

c) "... já pagando por ele dívidas de jogo, já abafando-lhe as desordens e..."

d) "... fosse seu ou alheio, contanto que lhe caísse nas mãos..."

e) "... que reveste as mulheres de um certo mistério, e que lhes realça a beleza..."









Questão 8 (UFPB) Considerando a norma culta vigente, a forma pronominal onde substitui o pronome relativo na alternativa:

a) "... no primeiro dia em que o padrinho anuiu a que ele fosse sozinho..."

b) Os valores em que o menino acreditava iam de encontro aos costumes da época.

c) "Um dos principais pontos em que ele passava alegremente as manhãs e tardes..."

d) Fazer gazeta era a travessura em que se tornara perito.

e) "... manhãs e tardes em que fugia à escola..."









Questão 9 (UERJ) TEXTO I
01 Escreverei minhas Memórias, fato mais freqüentemente do que se pensa observado no mundo
02 industrial, artístico, científico e sobretudo no mundo político, onde muita gente boa se faz elogiar e
03 aplaudir em brilhantes artigos biográficos tão espontâneos, como os ramalhetes e as coroas de flores
04 que as atrizes compram para que lhos atirem na cena os comparsas comissionados.

05 Eu reputo esta prática muito justa e muito natural; porque não compreendo amor e ainda amor
06 apaixonado mais justificável do que aquele que sentimos pela nossa própria pessoa.

07 O amor do eu é e sempre será a pedra angular da sociedade humana, o regulador dos sentimentos,
08 o móvel das ações, e o farol do futuro: do amor do eu nasce o amor do lar doméstico, deste o amor do
09 município, deste o amor da província, deste o amor da nação, anéis de uma cadeia de amores que os
10 tolos julgam que sentem e tomam ao sério, e que certos maganões envernizam, mistificando a
11 humanidade para simular abnegação e virtudes que não têm no coração e que eu com a minha
12 exemplar franqueza simplifico, reduzindo todos à sua expressão original e verdadeira, e dizendo, lar,
13 município, província, nação, têm a flama dos amores que lhes dispenso nos reflexos do amor em que
14 me abraso por mim mesmo: todos eles são o amor do eu e nada mais. A diferença está em simples
15 nuanças determinadas pela maior ou menor proporção dos interesses e das conveniências materiais
16 do apaixonado adorador de si mesmo.

(Macedo, Joaquim Manuel de. Memórias do sobrinho de meu tio. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.)
TEXTO II
01 Já dois anos se passaram longe da pátria. Dois anos! Diria dois séculos. E durante este tempo
02 tenho contado os dias e as horas pelas bagas do pranto que tenho chorado. Tenha embora Lisboa os
03 seus mil e um atrativos, ó eu quero a minha terra; quero respirar o ar natal (...). Nada há que valha a
04 terra natal. Tirai o índio do seu ninho e apresentai-o d’improviso em Paris: será por um momento
05 fascinado diante dessas ruas, desses templos, desses mármores; mas depois falam-lhe ao coração as
06 lembranças da pátria, e trocará de bom grado ruas, praças, templos, mármores, pelos campos de sua
07 terra, pela sua choupana na encosta do monte, pelos murmúrios das florestas, pelo correr dos seus
08 rios. Arrancai a planta dos climas tropicais e plantai-a na Europa: ela tentará reverdecer, mas cedo
09 pende e murcha, porque lhe falta o ar natal, o ar que lhe dá vida e vigor. Como o índio, prefiro a
10 Portugal e ao mundo inteiro, o meu Brasil, rico, majestoso, poético, sublime. Como a planta dos
11 trópicos, os climas da Europa enfezam-me a existência, que sinto fugir no meio dos tormentos da
12 saudade.

(Abreu, Casimiro de. Obras de Casimiro de Abreu. Rio de Janeiro: MEC, 1955.)

TEXTO III
LADAINHA I
01 Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome
02 de ilha de Vera Cruz.
03 Ilha cheia de graça
04 Ilha cheia de pássaros
05 Ilha cheia de luz.

06 Ilha verde onde havia
07 mulheres morenas e nuas
08 anhangás a sonhar com histórias de luas
09 e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os pés.

10 Depois mudaram-lhe o nome
11 pra terra de Santa Cruz.
12 Terra cheia de graça
13 Terra cheia de pássaros
14 Terra cheia de luz.

15 A grande Terra girassol onde havia guerreiros de tanga e onças ruivas deitadas à sombra das árvores mosqueadas de sol.

16 Mas como houvesse, em abundância,
17 certa madeira cor de sangue cor de brasa
18 e como o fogo da manhã selvagem
19 fosse um brasido no carvão noturno da paisagem,

20 e como a Terra fosse de árvores vermelhas
21 e se houvesse mostrado assaz gentil,
22 deram-lhe o nome de Brasil.

23 Brasil cheio de graça
24 Brasil cheio de pássaros
25 Brasil cheio de luz.

(Ricardo, Cassiano. Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975.)
Nos trechos abaixo, está sublinhado um sintagma formado de substantivo e adjetivo.

A única alternativa em que a inversão das duas palavras também poderia inverter sua classe gramatical é:

a) "... reduzindo todos à sua expressão original ..." (texto I – linha 12)

b) "... conveniências materiais do apaixonado adorador de si mesmo." (texto I - linhas 15 e 16)

c) "Arrancai a planta dos climas tropicais e plantai-a na Europa ..." (texto II - linha 8)

d) "... a sonhar com histórias de luas e cantos bárbaros de pajés ..." (texto III - versos 8 e 9)









Questão 10 (UFRRJ) TEXTO

Falando em leitura...
1 Falando em leitura, podemos ter em mente alguém lendo jornal, revista, folheto, mas o mais comum é
02 pensarmos em leitura de livros. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler, "vive lendo", talvez seja rato de
03 biblioteca ou consumidor de romances, histórias em quadrinhos, fotonovelas. (...) Sem dúvida, o ato de ler é
04 usualmente relacionado com a escrita, e o leitor visto como decodificador da letra. Bastará porém decifrar
05 palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente "fazer a leitura"de um
06 gesto, de uma situação; "ler o olhar de alguém", "ler o tempo"; "ler o espaço", indicando que o ato de ler vai
07 além da escrita?

08 Se alguém na rua me dá um encontrão, minha reação pode ser de mero desagrado, diante de uma batida
09 casual, ou de franca defesa, diante de um empurrão proposital. Minha resposta a esse incidente revela meu modo
10 de lê-lo. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns, um vaso, um cinzeiro, sem jamais tê-los de
11 fato enxergado; limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. Um dia, por motivos os mais diversos, nos
12 encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. O formato, a cor, a figura que representa,
13 seu conteúdo passam a ter sentido, melhor, a fazer sentido para nós.

14 Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. E consideramos sua beleza ou feiúra, o
15 ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra, o material e as partes que o compõem. (...)

16 (...) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito?

17 Com freqüência nos contentamos, por economia ou preguiça, em ler superficilamente, "passar os olhos",
18 como se diz. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais.
19 Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência, uma fantasia, uma necessidade nossa.
20 Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. Um discurso político, uma conversa, uma língua
21 estrangeira, uma aula expositiva, um quadro, uma peça musical, um livro. Sentimo-nos isolados do processo de
22 comunicação que essas mensagens instauram – desligados. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como
23 nada tendo a ver com a gente. Se o texto é visual, ficamos cegos a ele, ainda que nossos olhos continuem a fixar
24 os sinais gráficos, as imagens. Se é sonoro, surdos. Quer dizer: não o lemos, não o compreendemos, impossível
25 dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós.

26 Por essas razões, ao começarmos a pensar a questão da leitura, fica um mote que agradeço a Paulo Freire:

27 "a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele".

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo, Ática. p.7 - 10.

"...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’ " (l.27-28).

Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos:

a) palavra e mote.

b) leitura e mote.

c) palavra e mundo.

d) leitura e daquele.

e) continuidade e mundo.












Gabarito:
1-e 2-c 3-e 4-c 5-e 6-b 7-b 8-c 9-b 10-c

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